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Governo do PT no Ceará pede autorização no STF para cortar salário de servidores

Bolsonaro e Paulo Guedes se organizam para aplicar ajustes junto ao amplo leque de direitistas que fazem parte de sua base no Congresso, dão recomendações de privatizações e “redução de quadro” aos Estados, para garantir que os trabalhadores paguem pela crise. Na semana passada, o Governador do Ceará assinou uma carta ao STF pedindo a legalidade da redução de jornada dos servidores estaduais com corte de salários para corte de gastos.

segunda-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Camilo Santana na companhia dos Governadores Wellington Dias (PI) e Rui Costa (BA) e do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli.

Camilo Santana (PT) é governador do Ceará, estado que hoje registra a segunda maior inflação do Nordeste em 2018, atrás apenas da Bahia. Seu secretário foi signatário de carta endereçada ao Supremo Tribunal Federal junto aos secretários dos governadores golpistas Wilson Witzel (PSC) do RJ; Romeu Zema (Novo) de MG; Eduardo Leite (PSDB) do RS; Ronaldo Caiado (DEM) de GO; Ratinho Júnior (PSD) do PR; Helder Barbalho (MDB) do Pará; Renan Filho (MDB) de AL; e Reinaldo Azambuja (PSDB) do MS. A carta pede aval do STF para atacar os servidores públicos estaduais, em nome da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O ataque aos servidores consiste no pedido da legalidade da redução da jornada de trabalho e consequentemente corte de salários dos trabalhadores, para garantir a continuidade do pagamento da Dívida Pública. Assim, Camilo Santana, governador conhecido por haver aumentado a alíquota da aposentadoria, assim como exigido participação complementar para garantia da aposentadoria em projeto iniciado em 2016, comprova o interesse que seu partido já havia demonstrado durante seus anos no governo federal, o total comprometimento com o pagamento da Dívida Pública que só enriquece grandes banqueiros, com os trabalhadores pagando a conta.

Esta medida do governador é escandalosa e condiz com a paralisia imposta pelas Centrais Sindicais, das quais a maior, a CUT, é justamente dirigida pelo PT, garantindo a "paz" para Bolsonaro negociar e articular seus votos, colocando no centro uma proposta "alternativa" de reforma na previdência. O PT limita a sua inofensiva proposta da Frente "Democrática" contra Bolsonaro, junto a golpistas, dando espaço até mesmo para apoiadores da Reforma da Previdência como PSDB, quando pede a benção do STF, um dos maiores articuladores do Golpe Institucional e manipuladores das eleições nacionais com tutela das Forças Armadas, para atacar a os salários e os trabalhadores. O STF que avalizou o impeachment de Dilma, negou o HC de Lula e autorizou a sua prisão arbitrária pela Lava-Jato, que aprovou a terceirização irrestrita dias depois de aumentar seus salários. Esses são os setores "democráticos" que o PT está querendo ao seu lado contra os trabalhadores.

Este partido quer limitar a unidade em cada local de trabalho numa grande mobilização, organizada em assembleias conta a Reforma da Previdência, a exemplo de como o chamado de "Encontro Nacional" pela CUT junto a outras centrais sequer é debatido entre os trabalhadores sindicalizados. Essa unidade é o que pode impedir ataques de Bolsonaro e dos governos estaduais, mesmo que petistas.

No Rio Grande do Norte, os servidores estaduais da saúde estão em greve desde o dia 05, exigindo o pagamento de 50% dos atrasados, os meses de dezembro de 2018 e o 13º. Fátima Bezerra (PT), governadora do RN, segue sem dar perspectivas quanto a estes pagamentos, enquanto segue perdoando dívidas milionárias de grandes empresários ao Estado.

Repudiamos cada uma das medidas tomadas para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise. Só poderemos enfrentar estes ataques com a força dos trabalhadores e juventude organizamos por local de trabalho e estudo.




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