Sociedade

REPRESSÃO GREVE SP

Greve de SP: mulheres à frente no enfrentamento à repressão, contra a reforma da previdência

Em todo o mundo as mulheres são vanguarda quando se trata de lutar por seus direitos. Em São Paulo, as mulheres trabalhadoras, que tem sido linha de frente na luta contra a Reforma da Previdência a nível municipal de Bruno Covas, também foram linha de frente do enfrentamento à repressão truculenta da Polícia Militar.

sexta-feira 8 de fevereiro| Edição do dia

Em greve há cinco dias, os professores da rede municipal de São Paulo foram reprimidos em sua manifestação de milhares contra o SAMPAPREV, a reforma da previdência dos servidores municipais, que ocorreu ontem em frente à Câmara Municipal. A Polícia Militar de João Doria feriu dois professores, mas teve que enfrentar a fúria das professoras, que não se renderam à truculência.

O confronto começou porque uma juíza, ameaçando a segurança dos professores com um carro, tentou atravessar o bloqueio dos manifestantes. Quando os professores tentaram impedir que o carro avançasse sobre as pessoas, foram violentamente reprimidos por policiais.

Pelas fotos e pelo vídeo é possível ver uma cena cada vez mais comum nos processos de luta pelo mundo: as mulheres são, valentemente, linha de frente.

Não é só em São Paulo que o governo quer fazer as mulheres trabalharem, com duplas e tripas jornadas de trabalho e condições precárias, até morrer. O objetivo mais urgente de Bolsonaro é aprovar a Reforma da Previdência a nível nacional, uma reforma que atinge brutalmente as mulheres, negros, LGBTs da classe trabalhadora. Mas, no Brasil, os primeiros a se levantarem contra Bolsonaro foram as mulheres, ainda antes de sua eleição. Agora, as mulheres trabalhadoras já mostram, em São Paulo, que saíram à vanguarda da luta pelas aposentadorias do conjunto de sua classe.

Leia também: Mulheres à frente contra Trump, Bolsonaro, por justiça por Marielle, e contra a reforma da previdência.

As centrais sindicais, sobretudo as dirigidas pelo PT e PCdoB que são a CUT e a CTB, devem romper com sua paralisia e convocar um plano de lutas para cercar de solidariedade os municipários e metroviários de SP e os servidores da saúde do RN para lutar contra a reforma da previdência de Bolsonaro.




Tópicos relacionados

Sampaprev   /    Nossa Classe Educação   /    Pão e Rosas   /    Mulheres   /    Professores São Paulo   /    Repressão   /    Sociedade   /    São Paulo

Comentários

Comentar