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PORTO ALEGRE

Lomba do Pinheiro protesta contra falta de água e descaso de Marchezan

Nesta segunda-feira, 11, moradores da Lomba do Pinheiro realizaram protestos contra a constante falta de água na região. Sofrem com a falta de um serviço básico pelo descaso da prefeitura que raciona a água das regiões mais pobres da cidade.

terça-feira 12 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Joana Berwanger/Sul21

Realizaram uma carreata do bairro até o Departamento Municipal de Água e Esgoto - DMAE, onde fizeram um abraço à empresa, depois seguiram para a prefeitura onde protestaram expondo sua situação crítica e exigindo que a prefeitura tome providências.

Uma moradora relatou ao jornal Sul21 que a falta de água é um obstáculo no dia a dia de todos: “A água é uma necessidade básica de qualquer ser humano e quando elas nos é negada acaba nos atrasando em todos os aspectos. É filho que tu não consegue mandar para o colégio porque o colégio fechou por falta de água, é o morador que sai para trabalhar e não consegue tomar o seu banho, a casa fica atulhada de louça, o banheiro que fica com um fedor insuportável. É desagradável em todos os aspectos”.

Todos os anos, no ardente verão de Porto Alegre, a falta de água é uma terrível realidade para os moradores das periferias da cidade e especialmente para a Lomba do Pinheiro. A cada ano o desabastecimento é mais constante e prolongado. Enquanto o DMAE é negligenciado pela prefeitura, a área é alvo de intensa especulação imobiliária com a construção de diversos condomínios residenciais já há alguns anos, assim aumentando a demanda por água enquando a rede de abastecimento é cada vez mais abandonada. Além disso, há reservatórios de água, como o da Lomba do Sabão, que permanecem desativados.

Para o DMAE, falta investimentos e pessoal, assim como financiamento para construção de estruturas que deveriam prover abastecimento básico para diversas populações. Esse desmonte do DMAE é funcional aos interesses de privatização de Marchezan e do empresariado, que querem avançar contra o serviço público para lucrar ainda mais. E com essa situação, quem mais sofre são os habitantes dos bairros periféricos que tem sua água racionada.




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