Mundo Operário

GREVE NO METRÔ DE SP

Metroviários: "Estamos com a população contra a privatização, para melhorar o transporte"

Nós metroviários estamos ao lado da população em defesa de todos os direitos trabalhistas e contra a privatização que mata e piora a qualidade dos serviços como o transporte público.

quinta-feira 7 de fevereiro| Edição do dia

Nas últimas semanas a mídia continua com sua tradicional campanha mentirosa tentando colocar a população contra os metroviários com o objetivo de separar a nossa luta por melhores condições de trabalho da luta de todos os trabalhadores do país. A mídia tenta esconder que nossa luta é também por um transporte público de qualidade para todos: para que a população não tenha que pagar os absurdos R$4,30 na passagem, pegar filas quilométricas e trens lotados todos os dias. Nossa luta é contra o avanço da privatização do metrô que vem piorando a qualidade do serviço prestado e retirando direitos, terceirizando postos de trabalho e causando acidentes, alguns deles fatais.

A privatização mata, retira direitos trabalhistas e deixa o sistema inseguro, como vimos na recente tragédia capitalista de Brumadinho com a ganância criminosa da empresa Vale, ou como vimos também na colisão de trens do monotrilho, em que a patronal do Metrô, com apoio da mídia, culpabiliza os funcionários, isentando a responsabilidade da direção do Metrô de SP e da empresa Bombardier. Assim como demitiram o Operador de Trem Joaquim José, tentam culpabilizar os metroviários para colocar a população contra nós, escondendo os reais responsáveis pelos problemas e falhas no transporte.

Nesta quinta-feira (07/02), nós metroviários, faremos uma assembleia para discutir os rumos de nossa luta em defesa da melhoria do transporte público, contra as privatizações de Doria e da direção do Metrô de São Paulo, pela readmissão do companheiro Operador de Trem Joaquim José e contra a implementação da escala 4x1x4x3 noturna. Com indicativo de greve para sexta-feira (08/02), discutiremos a reunião de negociação que o Metrô fez com a Secretaria de Transporte.
Nossa luta é para dar um basta na privatização, que faz empresas lucrarem bilhões retirando direitos e piorando os serviços, tudo com o respaldo do governo Bolsonaro e Doria, que já demonstraram como sua política favorece os empresários e seus lucros, matando os trabalhadores e a população, retirando direitos com as reformas Trabalhista e da Previdência: Nossas vidas valem mais do que os lucros dos empresários capitalistas!

A greve dos metroviários não causa transtornos à população, o que causa transtornos é a ganância capitalista que transforma um direito como o transporte em mercadoria, coloca em risco diariamente a vida dos milhões que usam o serviço num sistema precarizado ano após ano e que vive rotineiramente um verdadeiro caos.
Ao longo dos últimos anos a privatização e a terceirização vêm avançando. Ao contrário do que diz vários diretores da maioria da diretoria do sindicato ligados à CTB e Chega de Sufoco, de que fazer a greve agora nos enfraquece para lutas futuras, deixar esses ataques passarem agora, fortalece a patronal do Metrô para atacar o acordo coletivo da categoria e avançar a passos largos na deterioração do sistema, para entregar à iniciativa privada, garantindo grandes lucros aos empresários amigos do governo, às custas de passagens mais caras, menos funcionários com salários menores e maiores jornadas de trabalho, prejudicando a qualidade na prestação de serviço a população.

É possível uma saída contra a privatização, defendemos a estatização de todo o transporte, administrado pelos trabalhadores e controlado pelos usuários. Somente assim o dinheiro público vai ser destinado ao investimento na melhoria dos transportes de fato e não para os cofres das empresas privadas como ocorre hoje.

Chamamos toda a população a apoiar essa luta ativamente e se somarem a nós na defesa de um transporte público de qualidade. Se todos nos organizarmos em nossos locais de trabalho, nós, trabalhadores, conseguiremos barrar os ataques que as empresas, os patrões e os governos tentam descarregar sobre as nossas costas.

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