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SP: METRÔ

Metroviários rechaçam a tentativa de chantagem da empresa e do governo

Em assembleia nessa segunda-feira, 4 de fevereiro, a categoria votou por rechaçar a tentativa de chantagem da empresa e do governo.

terça-feira 5 de fevereiro| Edição do dia

Na reunião anterior, a diretoria do Metrô não teve acordo em assinar a cláusula de paz redigida pelo TRT que propunha a suspensão da demissão injusta do operador de trem Joaquim e da implementação da escala 4x1x4x3 noturna, que fere o acordo coletivo e degrada ainda mais o quadro de funcionários.

Porém minutos antes da assembleia começar a diretoria do Metrô enviou ao sindicato uma proposta em que propunha uma reunião de negociação onde avaliaria a possibilidade de readmissão de Joaquim caso a categoria assinasse a nova escala como parte do acordo coletivo.

Foi unânime o rechaço a essa proposta por parte da empresa e do governo Dória, pois o emprego de um funcionário não pode ser utilizado como moeda de troca para nos atacar, se trata de uma clara chantagem. Foi votado, então, que o sindicato fosse a reunião de negociação onde seria rechaçado a proposta feita pelo metrô e colocado que a categoria não abre mão da readmissão de Joaquim e da anulação da nova escala. Foi aprovado também uma nova assembleia para quinta-feira, a continuidade da mobilização com o uso de adesivo e a retirada de uniforme, e indicativo de greve para o dia 7, sexta-feira, caso o metrô não negociasse.

A categoria demonstrou que não é intransigente e a greve não será feita apenas por fazer e, sim, para exigir que suas conquistas sejam respeitadas e que um metroviário não continue demitido como uma forma de ameaça a toda categoria. Mas a empresa por outro lado se demonstra intransigente tendo em vista que na reunião de negociação ocorrida hoje as 10 horas da manhã o metrô propôs novamente a troca da readmissão de Joaquim pela implementação da nova escala como parte do acordo coletivo.

O Metrô escancarou nessa proposta absurda que a demissão de Joaquim não foi motivada por justa causa, mas por motivo político para que a empresa pudesse chantagear a categoria; e mais ainda, admite que a nova escala fere o acordo coletivo e por isso insiste que os metroviários a aceite como parte deste. A demissão de Joaquim e a nova escala são ataques da política de precarização e privatização do governo Doria, alinhado à política de Bolsonaro. A precarização do metrô, deixando ele cada dia mais inseguro com tarifas abusivas a população, é o que causou o acidente na linha 15 prata do monotrilho, é a tentativa de degradar esse sistema para que possam justificar a privatização, que tem como resultados tragédias como a de Brumadinho.

A categoria mostrou sua força, que obrigou o metrô aceitar a negociar, e votou por rechaçar a chantagem do Metrô e por continuar a mobilização com retirada de uniforme e adesivo, com nova assembleia marcada para o dia 07 e indicativo de greve para o dia 08/02.




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