Mundo Operário

SOLIDARIEDADE OPERÁRIA

Professores e metroviários: uma só luta contra a reforma da previdência e as privatizações

O ano de 2019 começa com muitos desafios para a classe trabalhadora, em meio à ascensão da extrema direita ao poder, os mínimos direitos conquistados com muita luta pela população estão ameaçados. A reforma trabalhista, aprovada ano passado, com a compra de parlamentares, promovida pelo governo corrupto de Temer, chega para baixar salários e aumentar a carga e precarizar o trabalho dos brasileiros. Já a reforma da previdência, que é a principal meta do governo Bolsonaro, chega para fazer os trabalhadores trabalharem até morrer.

quinta-feira 7 de fevereiro| Edição do dia

O que vemos no cenário nacional, também enfrentamos nos estados e municípios. Em SP os servidores municipais estão em greve contra o projeto SAMPAPREV que visa aumentar a contribuição do servidor para aposentadoria e alongar seu tempo de contribuição. A prefeitura na época dirigida por Doria, já tentou aprovar esse projeto em 2018, sendo derrotada pela força dos professores e servidores, que em fevereiro desse mesmo ano, fizeram uma grande greve, organizando atos com dezenas de milhares, cercando a Câmara dos Vereadores, obrigando a prefeitura a recuar.

Bruno Covas, sucessor de Doria, colocou o projeto de novo para votação em dezembro de 2018, e conseguiu a aprovação às vésperas do natal, aproveitando o recesso escolar. Os servidores aprovaram greve e estão em plena luta para derrotar esse absurdo.

Os metroviários também se colocam em movimento, contra os ataques do agora governador Doria, que mal chegou ao governo do estado e já quer impor ataques à categoria, com demissões e imposições de novas escalas de trabalho, que aumentam a jornada, afetam a saúde dos trabalhadores e acaba com a escala 36h, fazendo o metroviário trabalhar em uma escala noturna de 40h.

É necessário entender que só a unidade dos trabalhadores em luta, pode garantir os poucos direitos que temos. As elites desse país estão dispostas a tudo para arrancar cada gota de suor e sangue do povo. Sem unidade e a ampla solidariedade de todas as categorias é muito mais difícil barrar esses planos que veem muito mais forte depois de um golpe institucional que o país passou, levando o que há de pior e mais reacionário da política brasileira ao poder. Tudo isso sob a tutela autoritária do judiciário e o apoio desavergonhado das cúpulas militares.

Professores e metroviários juntos podem derrotar Covas e Doria! É necessário superar as burocracias dos sindicatos retomando essas ferramentas de luta para os trabalhadores, e unificar a luta pela base, preparando o terreno para os novos desafios que virão nos próximos meses, como a indecente reforma da previdência de Bolsonaro. A unidade pela base em luta é o caminho para derrotar a extrema direita e garantir nossos direitos.




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