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CONTRA O SAMPAPREV

SP: Mídia tenta esconder greve de servidores em defesa dos serviços públicos e da população

quarta-feira 6 de fevereiro| Edição do dia

Diferente do que a mídia busca retratar, de que a greve dos servidores municipais de São Paulo se restringe principalmente aos profissionais da educação, mentindo também que mesmo neste setor a luta está fraca, em amplos setores do funcionalismo municipal a greve em defesa dos serviços públicos que atendem cotidianamente a população que mais necessita conta com apoio e a adesão vem crescendo neste segundo dia.

A mídia busca impor um bloqueio midiático, numa manobra acordada com a administração do Prefeito Bruno Covas, para isolar as categorias em greve e impedir a unificação de todo o funcionalismo municipal com a população em um movimento massivo para a defesa dos serviços públicos que depende das condições de trabalho de seus servidores, para a revogação do Sampaprev, reforma que atacou a previdência dos servidores públicos municipais e seus salários. Temendo que essa luta possa se colocar como uma pedra no caminho da aprovação da Reforma da Previdência a nível nacional, principal objetivo do governo Bolsonaro, para fazer com que a população de todo Brasil trabalhe até morrer.

Ainda assim, em toda a cidade além das escolas, postos de saúde, unidades de assistência social, entre outros serviços, encontram-se paralisados ou parcialmente sob efeito da greve. Segundo o Sindsep (Sindicato dos Servidores Municipais), 63% dos funcionários públicos, de todos os segmentos, aderiram à paralisação na segunda-feira. E desde então os trabalhadores vem se organizando de forma unificada em todas as regiões, para aumentar a adesão à greve e buscar a aliança com toda a população. Os trabalhadores da saúde, educação e dos demais serviços públicos dedicam suas vidas para o atendimento da população, para o melhor atendimento possível, e dia a dia se esbarram com os entraves dos cortes e da precarização por parte dos governos como o de Covas, Doria e do Bolsonaro. A precarização imposta aos trabalhadores dos serviços públicos servem para atacar a todos os trabalhadores piorando as suas condições de vida, que aos governantes e empresários não importa, mas aos servidores públicos sim.

A unidade do funcionalismo municipal com a população pode também fortalecer e se unificar com lutas em curso em outras categorias, como os metroviários de São Paulo que estão em estado de greve contra a privatização que mostrou seus efeitos de morte tanto no metrô com a recente tragédia envolvendo uma criança, como em Brumadinho que já conta com mais de 150 mortes declaradas e centenas de desaparecidos. Assim como contra o aumento da precarização do serviço de transporte de São Paulo e os ataques que decorrem disso aos trabalhadores. Nesta quinta-feira (07) às 14h ocorre uma nova assembleia para decidir se terão que entrar em greve frente a intransigência do Metrô e do governo Doria.

É necessário que os trabalhadores se unam para a construção de um plano de lutas para massificar ainda mais as greves em curso, para defender que nossas vidas valem mais que os lucros dos empresários, exigindo das centrais sindicais a confirmação da mais ampla unidade na luta fazendo tremer Covas, Doria e Bolsonaro com toda sua força, unindo também toda população dessa cidade pra vencer os ataques.




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